AMB apresenta o andamento das discussões com operadoras de saúde

Matheus Vilariño 2 minutos

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No dia 19 de maio foi realizada uma reunião da Comissão de Defesa Profissional da Associação Médica Brasileira (AMB) em conjunto com representantes de sociedades médicas e de federadas da AMB para apresentar o desenvolvimento dos acordos da Comissão Nacional de Negociação da Saúde Suplementar com as operadoras de planos de saúde. Esta deliberação, mediada pela AMB e a Associação Paulista de Medicina (APM), já vem ocorrendo desde abril para abordar as demandas dos médicos, tais como reajustes dos honorários. Participaram desta discussão associações que reúnem operadoras (Unidas Nacional e da Unidas São Paulo, Abramge e FenaSaúde) e representantes das principais operadoras do Brasil: Porto Seguro, UnitedHealth Group Brasil, SulAmérica, Notredame/Intermédica e Bradesco Saúde.

Tal encontro ocorre anualmente para que as demandas dos médicos possam ser consideradas pelas operadoras. Os detalhes das resoluções são decididos em assembleias que contam com a participação de diretores das associações e representantes das sociedades de especialidades, com auxílio da Academia de Medicina de São Paulo. De acordo com a AMB, o foco é estreitar laços entre a própria associação, a AMP e as operadoras da Saúde Suplementar. Quando houver a finalização da rodada de reuniões, será organizada uma conferência para realizar a aprovação das reivindicações médicas para 2022. Logo após, será iniciado o ciclo de negociações de honorários junto às operadoras.

Conforme divulgado pela APM, as pautas definidas para as negociações deste ano com os planos de saúde foram:

  • Reajuste de 10,65% no valor das consultas;
  • Equiparação do valor da teleconsulta com as presenciais;
  • Utilização da tabela de portes da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) para remuneração de procedimentos;
  • Utilização do IPCA pleno como valor mínimo para contratos que utilizam critérios pré-estabelecidos de reajustes;
  • Necessidade de discussão prévia com as entidades médicas em casos de introdução de novas formas de remuneração para os prestadores de serviço;

A responsabilidade de intermediar eventuais conflitos entre médicos e operadoras de saúde – tais como descredenciamento, glosas e afins – deverá ser das entidades médicas.

 

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