Covid-19: ANS divulga dados sobre a evolução e o impacto do uso dos serviços

Lucas Reis 5 minutos

Folder

ANS divulga dados sobre a evolução e o impacto do uso dos serviços

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou, em sua última edição do Boletim Covid-19, dados sobre o comportamento do setor de planos de saúde durante a pandemia. A publicação, que traz informações atualizadas até fevereiro de 2022, mostrou que o número de beneficiários apresentou aumento de 0,15% e atingiu a marca de 49 milhões de clientes de planos de saúde. A quantidade de leitos alocados para atendimento a casos de Covid-19 nos hospitais da amostra começou a apresentar redução, após a tendência de aumento registrada em janeiro deste ano.

Crescimento no número de beneficiários

Segundo a ANS, o número preliminar de beneficiários em planos de assistência médica relativo a fevereiro de 2022 seguiu a tendência de crescimento observada desde julho de 2020. O total de 49.049.467 beneficiários representou aumento de 0,15% em relação a janeiro de 2022. A taxa de adesão (entradas), considerando todos os tipos de contratações, foi superior à taxa de cancelamento (saídas) nos planos médicos hospitalares. O tipo de contratação responsável por esta superioridade foi o coletivo empresarial que se mantém, desde julho de 2020, com mais entradas do que saídas de beneficiários. Considerando o tipo de contratação do plano e a faixa etária do beneficiário, observou-se que a variação foi positiva para os beneficiários acima de 59 anos em todos os tipos de contratação ao longo dos meses de março de 2020 até fevereiro de 2022.

Leitos destinados para atendimento à Covid-19

De acordo com o boletim, a proporção de leitos destinados para atendimento à Covid-19 nos hospitais da amostra apresentou redução em fevereiro de 2022, tanto para leitos comuns quanto para leitos de UTI. A taxa mensal geral de ocupação de leitos, que engloba tanto atendimento à Covid-19 como demais procedimentos, ficou em 74% no período, dois pontos percentuais abaixo do patamar observado em fevereiro de 2021, quando o país enfrentava a segunda onda da doença.

A publicação ressaltou que a ocupação de leitos comuns e de UTI para casos de Covid-19 voltou a apresentar queda em fevereiro de 2022, passando de 61% para 58%. Já a ocupação de leitos para atendimento a demais procedimentos manteve tendência de estabilidade que vem sendo observada desde maio de 2021, tendo ficado em 76% no mês de fevereiro.

Os dados também mostraram que a busca por exames e terapias ficou 12,5% acima do patamar verificado em fevereiro de 2021. Já os atendimentos em pronto-socorro, que não geraram internação, retornaram aos patamares observados antes do início da pandemia no país. O custo médio de internação para Covid-19 com UTI no início de 2022 se mantém abaixo do verificado ao longo do ano de 2021.

Exames de detecção de Covid-19

Em relação aos dados de realização de exames de detecção de Covid-19, destacou-se que, tanto o número de exames de RT-PCR como os exames de pesquisa de anticorpos seguiram em queda no mês de dezembro de 2021. Na comparação com o mesmo período de 2020, houve redução de 64,8% nos exames de RT-PCR e 95,9% para as pesquisas de anticorpos realizadas no setor.

Informações econômico-financeiras: sinistralidade e inadimplência

Segundo o boletim, no encerramento de 2021, tanto o 3º quanto o 4º trimestre apresentaram índice de sinistralidade de caixa (despesas assistenciais/receitas) no mesmo patamar dos dois últimos trimestres de 2019 (período pré-pandemia). Em 2022, ao analisar os dados mensais, observou-se queda de três pontos percentuais na sinistralidade de fevereiro em relação a janeiro de 2022. Já a prévia da taxa de sinistralidade do 1º trimestre de 2022 atingiu 82%, 5 pontos percentuais acima da sinistralidade trimestral de mesmo período de 2019. A ANS permanecerá monitorando a evolução desses dados no setor.

Sobre a inadimplência, os dados de fevereiro de 2022 comparados com o mês anterior indicaram oscilações suaves, dentro do comportamento histórico deste indicador. Observou-se aumento de um ponto percentual na inadimplência total de planos com preço preestabelecido, assim como no percentual de inadimplência de planos coletivos, que também subiu 1%. Para planos individuais/familiares, percebeu-se aumento de dois pontos percentuais na comparação com janeiro de 2022.

Sobre os dados

Para a análise dos indicadores assistenciais, a ANS considerou informações coletadas em uma amostra de 50 operadoras que possuem rede própria hospitalar. Para os índices econômico-financeiros, foram analisados dados de 103 operadoras para o estudo de fluxo de caixa e análise de inadimplência. Juntas, as operadoras respondentes para esses grupos de informação compreendem 74% dos beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares. Adicionalmente, na construção do boletim, foram utilizados dados do Documento de Informações Periódicas (DIOPS), do Sistema de Informações de Fiscalização (SIF) e o Sistema de Informação de Beneficiários (SIB).

 

 

Fonte: Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)

 

Faça parte da nossa Newsletter e receba assuntos exclusivos
para impulsionar sua carreira médica.

 

 

x

Revista DOC nova edição

100% Gratuita

Faça seu download já