Mitos e verdades sobre contratações e demissões de colaboradores para seu consultório

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Tire suas dúvidas sobre como manter um quadro de funcionários ideal para seu consultório

Ter uma equipe qualificada é um dos principais fatores para garantir o sucesso do seu consultório. Para conseguir isso, é importante que haja um cuidado especial no momento de realizar as contratações para o seu quadro de funcionários. Além de recrutar pessoas eficientes, muitas vezes é necessário corrigir possíveis falhas que estejam sendo causadas por colaboradores com baixo ou mau desempenho.

Esse processo de escolha das pessoas adequadas e que estejam em sintonia com o ambiente da empresa inclui várias etapas, como recrutamento, seleção, treinamento, ambientação e inclusive a demissão em alguns casos. Todo esse procedimento precisa ser encarado com cautela e atenção, tanto para não fazer escolhas precipitadas quanto para não ter nenhum tipo de problema legal.

O Universo DOC convidou a especialista em Gestão de RH, Márcia Campiolo, que tem atuação na área médica há mais de 25 anos e é autora do livro Agenda Médica: muito além do trivial, para desvendar mitos e verdades sobre essa tema. Confira a entrevista para tirar suas dúvidas sobre o assunto:

  • Contratar amigos ou pessoas próximas para seu consultório é a escolha mais segura a se fazer.

Mito. Existem pontos positivos e negativos nesse tipo de contratação. “Um ponto positivo é a confiança e a segurança que pode gerar a presença de alguém próximo ao nosso lado”, detalha. Apesar disso, a rotina de trabalho profissional exige certas formalidades que podem não ser tão agradáveis de acontecer entre pessoas que já possuem um certo nível de liberdade. “Os relacionamentos próximos cujos vínculos foram criados antes da contratação acabam trazendo para as relações dentro do ambiente de trabalho situações e limitações importantes, principalmente quando algo não vai bem ou caso sejam necessários feedbacks que vão contra aquilo que o contratado considera o melhor”, explica.

Por isso, é possível sim optar pela contratação de pessoas próximas, mas é fundamental se certificar de que o grau de proximidade não irá impedir decisões e feedbacks importantes. “Este tipo de contratação exige que o contratante tenha amadurecimento suficiente para separar da maneira mais segura possível as relações dentro e fora da empresa. Uma coisa é certa: nunca contrate alguém que você não possa demitir”, afirma.

  • Devo buscar candidatos que estejam em sintonia com a vaga, ainda que isso atraia menos pessoas.

Verdade. É claro que quanto maior a quantidade de pessoas qualificados, maior a possibilidade de encontrar o candidato ideal. Porém, é importante atrair a atenção daqueles que estejam em sintonia com o perfil da vaga. “O recrutamento deve ser feito estrategicamente de forma que possa atrair candidatos que estejam em sintonia com o “target” que se está buscando”, pontua.

  • O fator mais importante para contratação do candidato é o conhecimento técnico que ele possui.

Mito. Conhecimento técnico é fundamental, mas não é o fato mais importante para encontrar um bom funcionário. É essencial que o perfil do candidato seja compatível com o que a empresa busca.  “Existe uma frase que diz ‘contrata-se pelas habilidades voltadas para o trabalho que vai executar e demite-se pelo comportamento’, ou seja, muitas vezes o colaborador até executa um trabalho de forma satisfatória, mas provoca tensão e desagregação da equipe”, conta.

  • Para evitar dor de cabeça com os temidos processos trabalhistas, vale a pena investir no reaproveitamento de um funcionário com baixo desempenho.

Mito. Manter um colaborador com um rendimento insatisfatório no quadro de funcionários pode ser danoso tanto para empresa quanto para os demais funcionários. “Adiar este tipo de decisão é danoso para a empresa e para aqueles que convivem com um colaborador com este perfil. O ideal é sempre fazer o que é correto e exigido pela lei, e não retardar decisões sobre desligamentos necessários de membros da equipe”, explica.

  • Adotar o modelo de trabalho híbrido pode ser interessante para o funcionamento do consultório.

Verdade.  “Frequentemente serviços médicos de pequeno porte precisam adotar um modelo de trabalho mais híbrido em relação aos serviços de maior porte. Mas, neste caso, é muito importante consultar a legislação pertinente para não incorrer em riscos trabalhistas”, ressalta.

  • Horas extras podem gerar altos custos.

Verdade. A realização de horas extras deve ser paga com pelo menos 50% a mais do valor pago pela hora normal do trabalhador. “Atualmente o modelo mais adotado é o de banco de horas em vez de horas extras. No entanto devemos ter cuidado para que, no caso de horas extras, elas não acabem por onerar significativamente os custos da empresa. Na verdade, cada serviço deve ponderar diante das possibilidades o que seria mais adequado”, explica.

 

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