Será mesmo o fim das fotos no Instagram?

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Nos últimos tempos, o Instagram tem passado por verdadeiras revoluções. A mídia vintage, que surgiu em 2010 para publicação de fotos em um formato que lembrava os retratos da velha Polaroid, aos poucos vem se ajustando às transformações e tendências das demais redes. O TikTok é a pedra no sapato que tem feito os executivos da plataforma irem atrás de inovações que vão além das fotos, filtros e textos.

Mas você deve estar se perguntando: o que um médico ou profissional de saúde tem a ver com isso? Tudo! Nenhum planejamento de comunicação hoje deixa de contemplar o Instagram. Meses depois do lançamento, o Instagram já era considerado por publicações de tecnologia dos Estados Unidos uma promissora mídia. Não por acaso o dono do Facebook, Mark Zuckerberg, comprou o Instagram, em abril de 2012, por US$ 1 bilhão. Os criadores Kevin Systrom e o brasileiro Mike Krieger haviam aportado apenas US$ 500 mil para colocar o app de pé.

Os brasileiros adoram o Instagram e a presença destes na mídia é, inclusive, muito maior do que a média global. O Instagram tem feito o Facebook comer poeira com sua audiência 35% maior e com viés de alta durante a pandemia. As interações no Instagram também têm sido mais frequentes do que na primeira mídia social de Zuckerberg, ou seja, aqueles que comentam, compartilham e encaminham publicações são mais ativos.

O principal executivo do Instagram, Adam Mosseri, anunciou que as mudanças estão em curso e que a plataforma terá cada vez mais espaço para produção de conteúdo, vídeos, compras e mensagens. “Não somos mais um aplicativo de compartilhamento de fotos”, sentenciou. Mosseri citou os exemplos do TikTok e do YouTube, indicando que as pessoas estão buscando entretenimento. “Precisamos atender a isso”, completou.

Evidentemente, a publicação de fotos não deixará de existir: quem quiser se tornar relevante no Instagram terá que pensar de forma mais ampla, produzindo conteúdo curto, de qualidade, que comunique bem e que consiga passar uma mensagem. Em recentes conversas com agências de influenciadores – sim, temos diversas agências direcionadas ao segmento –, descobri que o Brasil tem cerca de 1 milhão de microinfluenciadores com potencial comercial.

Todos somos, de certa forma, influenciadores em nossas “rodas de amizade” virtuais e de qualquer negócio. Em qualquer área, a da Saúde principalmente, uma comunicação precisa e que siga a tendência dos novos formatos sempre deve ser perseguida.

José Roberto Luchetti é jornalista, escritor e sócio da DOC Press. Trabalhou nas emissoras Globo, Band e Rede Mulher, além da rádio Eldorado (atual rádio Estadão).

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