O passo a passo do atendimento terapêutico em relação ao atendimento médico

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A Medicina sempre teve um papel fundamental para a sociedade ao longo dos tempos. Provida pelo governo ou pela iniciativa privada, a população ativa precisa se manter produtiva, e a preservação da vida torna-se uma questão de saúde pública.

Há décadas, os médicos sabiam quais eram os problemas de sua comunidade e atendiam pessoas que conheciam e com quem conviviam socialmente. Entretanto, a sociedade evoluiu e esse contato humano se perdeu. Com o advento dos planos de saúde, o problema se agravou ainda mais. Nesse modelo de negócio, é preciso ter volume para ser viável.

Entretanto, o dia só tem 24 horas, e ter volume significa reduzir o tempo de contato humano nas consultas, levando a um quadro mais sério. Agora também temos o “Dr. Google”, que empodera os pacientes com informações superficiais, cujas fontes, na maioria das vezes, são duvidosas, tirando do médico a função de restaurar a saúde e a vida e colocando-o, cada vez mais, em posição de confronto.

Em paralelo a esse processo que se agrava a cada dia, as terapias alternativas e/ou complementares, baseadas em técnicas naturais de restabelecimento da saúde física, emocional e espiritual, vêm ganhando cada vez mais terreno. Isso ocorre porque os terapeutas conquistam os corações de seus clientes. Quanto mais os médicos agem no sentido restritivo à atuação dos terapeutas, mais ganham antipatia das pessoas e as fazem amar seus terapeutas.

Qual a diferença entre uma consulta médica e um atendimento terapêutico?

Antes de continuar, ressalto que o que levantamos aqui são generalizações em que nem todos se enquadram, mas que, com certeza, representam muitos profissionais. Dito isso, podemos chamar a atenção, em primeiro lugar, para o tempo de consulta, sobretudo a primeira.

Enquanto planos de saúde obrigam médicos a fazer consultas, muitas vezes, de menos de cinco minutos, uma primeira consulta terapêutica pode chegar a quatro horas. Nesse tempo, os terapeutas elucidam os problemas trazidos por seus clientes do ponto de vista da terapia a ser aplicada, como ela pode contribuir para os resultados e que benefícios extras podem ser atingidos. Terapeutas mostram a seus clientes que o mais importante é focar na saúde, equilibrar as energias, os pensamentos e as vibrações na busca por paz de espírito e tranquilidade emocional para lidar com a situação posta.

Por outro lado, os médicos, nos seus quase dez minutos de consulta, conseguem preencher uma ficha, à mão ou no computador, enquadrar as reclamações do paciente em algum CID conhecido, pedir algum exame e prescrever algum medicamento para a dor, quando for o caso, enquanto os resultados dos exames não chegam até suas mãos.

No atendimento terapêutico, a reconsulta, em geral, é para a aplicação da técnica na qual o terapeuta é especializado, após o cliente ter se preparado em casa para atravessar o processo que visa a uma transformação de percepção sobre si mesmo, sobre o problema e sobre sua própria vida.

No atendimento médico, a reconsulta costuma levar menos tempo ainda: o médico prescreve o medicamento conforme a doença indicada nos exames solicitados, anota mais uma vez na ficha e, se o problema for resolvido, o paciente só volta quando tiver outro problema na mesma especialidade médica.

Já no atendimento terapêutico, o cliente cria um laço de gratidão e amizade com o terapeuta. Ele posta em suas redes sociais e marca o terapeuta como agente da transformação vivida por ele. Quando algo mais significativo é conquistado, ele manda uma mensagem para compartilhar com o seu terapeuta. O laço de alegria se reforça e se perpetua em uma corrente que emociona as pessoas que conviveram com dificuldades enfrentadas antes do atendimento terapêutico.

Por esse motivo, os terapeutas conseguem difundir sem grande esforço o seu trabalho. Cada cliente é visto como uma vida a ser transformada e isso é o mais importante. O cliente sente essa valorização e retribui, divulgando, pagando sem reclamar valores expressivos por suas consultas. E, quando questionados, em unanimidade, respondem: “Valeu cada centavo – e pela transformação que vivi, acho que foi até barato!”.

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