Branding no ambiente digital: como gerenciar?

Aprenda como criar sua marca e utilizá-la em prol do seu futuro

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Marketing e Medicina. Dois polos distintos, ligados à comunicação e à saúde, respectivamente. Associá-los pode parecer um árduo desafio, mas a realidade é que o marketing está inserido de maneira quase imperceptível em nossa rotina, e, consequentemente, na prática médica.

Se um dia esse conceito foi visto como uma violação aos ideais da Medicina, hoje ele está intimamente ligado à construção da reputação e da credibilidade do profissional e da sua instituição (consultório, clínica ou hospital), bem como à geração de um diferencial de mercado, à divulgação de seus serviços e ao aprimoramento da relação com seus pacientes.  O marketing médico pode ser definido como um compilado de estratégias que tem por objetivo identificar oportunidades no mercado a fim de agregar valor à profissão.

E dentro de diversas possibilidades a serem trabalhadas dentro desse conceito, existe uma ferramenta que se tornou essencial quando o assunto é a marca do médico: o branding. Diante de um cenário cada vez mais conectado, é preciso que esse profissional também esteja cada vez mais on-line.

Afinal, o que é branding e como ele se aplica aos profissionais de saúde?

De acordo com o especialista em marketing médico Marco Marmo, branding pode ser definido como “o processo de gestão de uma marca para atingir seu propósito, que leva em consideração aspectos de criação da marca (identidade visual) e estratégia, e deve ser pensado em médio e longo prazos”.

Marmo explica que essa marca é essencial para agregar valor ao produto ou serviço. “A marca de uma empresa define uma oferta (conjunto de atributos e benefícios de um produto/serviço) específica, capaz de diferenciá-la de outras do mercado, podendo inclusive agregar valor a sua oferta. No caso dos profissionais da Saúde, a importância do branding pode ser ainda maior, pois em muitos casos não há distinção entre a pessoa física e jurídica do médico”, ressalta.

Além disso, um outro diferencial tão importante quanto o citado anteriormente refere-se a mercado médico em geral. O especialista explica que, em linhas gerais, esse profissional tem uma formação técnica igual a de inúmeros outros que tiveram acesso à mesma formação. Por isso, precisa valorizar aquilo que presta: o serviço. “Diferentemente de produtos, os serviços, por suas características, são mais difíceis de comparar e copiar. Isso se deve ao fato de estarem relacionados ao profissional que o executa. Embora todos os médicos sejam especialistas e tenham o mesmo título e formação, o serviço oferecido é único! É dever do médico conseguir construir sua marca (branding) para se diferenciar de outros colegas”, reitera.

Como trabalhar a sua marca no ambiente digital?

Segundo Marco Marmo, alguns aspectos devem ser considerados pelo médico para construção de sua marca no ambiente digital, entre eles:

 

  1. Website: é a principal propriedade digital de um médico na internet. Uma vez registrado seu domínio, ninguém pode tirá-lo de você. Esse é seu maior patrimônio e deve iniciar seu desenvolvimento o quanto antes. Um site é um organismo vivo e deve estar em constante aprimoramento.
  2. Buscadores: O Google é o principal buscador da internet. No Brasil, 95% das pessoas recorrem a ele quando têm alguma dúvida ou procuram por mais informações. 98% dessas pessoas não mudam de página, ou seja, toda a audiência do Google está concentrada na primeira página. Se o seu website não aparece nela, seja nos resultados orgânicos ou pagos do Google, ele simplesmente não existe para os usuários. Um trabalho bem elaborado de SEO irá, em longo prazo, contribuir para colocar seu website nos primeiros resultados orgânicos (não pagos) do buscador. Já o Google Ads é a ferramenta de anúncios do Google que permite anunciar seu site nos resultados pagos mediante pagamento por clique recebido. Ambas as estratégias irão ajudar no seu branding.
  3. Mídias sociais: o alcance e poder das mídias sociais é cada vez maior. No Brasil, mais de 80% da população está presente e gasta mais de 40% do tempo (mais de três horas por dia) nas mídias sociais. Instagram e Facebook são potentes canais de comunicação com seu público-alvo e certamente irão auxiliar na construção do seu branding.

Código de Ética Médica, CFM e marketing: o que você precisa saber?

Mesmo sabendo da importância do marketing digital e do branding, é preciso estar atento aos perigos da publicidade na área da Saúde. Marmo destacou algumas das limitações impostas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em relação a essa comunicação. “Práticas de divulgação que consistem em compartilhar informação e conscientizar a população a respeito de cuidados com a saúde são permitidas. Ou seja, é possível dar dicas de qualidade de vida e prevenção de doenças, responder dúvidas de aspecto geral e mostrar seu conhecimento especializado. Mas existem algumas proibições muito sérias, como: postar selfies com pacientes; divulgar preços de procedimentos ou modalidades de pagamento; apresentar descontos e promoções; apresentar-se como “o melhor”, “o mais capacitado” ou prometer “resultados garantidos”; divulgar práticas, técnicas ou tratamentos que não possuem eficácia comprovada cientificamente; e se apresentar como especialista em alguma área em que não possui especialização.

Lembre-se…

O especialista destacou que a carreira médica é muito duradoura. Diferentemente de outras profissões setorizadas, o médico é sua própria empresa e, consequentemente, o principal responsável pelo seu sucesso. “A formação e a competência técnica são necessárias, mas não suficientes. Em um mercado cada vez mais competitivo e fragmentado, onde o consumidor (paciente) tem maior poder, tudo basicamente a um clique de distância, quanto mais preparado para aproveitar as oportunidades e quanto maior for a consistência em suas ações de construção de marca, maior será sua probabilidade de sucesso. Normalmente, o médico tem dificuldade de planejar sua carreira, principalmente em assuntos mercadológicos. Se ele conseguisse fazer as análises para determinar objetivos estratégicos e expectativas de resultados, certamente investiria maiores esforços no seu branding”, reflete.

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