Acreditação hospitalar: vale a pena?

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Um número cada vez maior de hospitais tem se submetido a processos de avaliação externa em busca de algum tipo de certificação que valide seu modelo de gestão. No Brasil, o modelo mais utilizado é o da acreditação hospitalar.

Muitas perguntas pairam na cabeça dos gestores. O processo de acreditação realmente melhora a qualidade da gestão hospitalar? Qual o grande ganho da instituição que se submete a um processo de acreditação? Vale a pena?

Portanto, para responder essas perguntas e ajudar no processo de tomada de decisão quanto à acreditação hospitalar, é importante conhecermos essa certificação de qualidade, quais os requisitos para obtê-la e quais os ganhos que ela proporciona à organização de saúde acreditada.

Segundo a Organização Nacional de Acreditação (ONA), define-se acreditação como “um sistema de avaliação e certificação da qualidade de serviços de saúde. O processo tem um caráter eminentemente educativo, voltado para melhoria contínua, sem finalidade de fiscalização”.

Todo o processo é baseado em três princípios fundamentais:

  • Voluntário: feito por escolha da organização de saúde;
  • Periódico: os certificados possuem validade e necessitam ser revalidados;
  • Reservado: as informações coletadas no processo de avaliação não são divulgadas.

Conheça os 3 níveis de certificação da ONA

  • Nível 1 ou acreditado: consiste na existência de processos que procuram garantir a segurança do paciente por meio de políticas institucionais envolvendo a estrutura física, pessoas, materiais, equipamentos, fluxos e processos de trabalho.
  • Nível 2 ou acreditado pleno: trabalha a gestão integrada e o acompanhamento das barreiras de segurança definidas, os processos desenhados e os protocolos implantados.
  • Nível 3 ou acreditado com excelência: ocorre quando a instituição já incorporou o acompanhamento e a análise crítica dos processos, e os resultados assistenciais e os ciclos de melhoria contínua acontecem de forma sistemática e são base para o processo de tomada de decisão.

A maioria das instituições de saúde teme começar o processo de certificação, pois acreditam que tantas normas e regras podem acabar engessando sua operação e dificultando o dia a dia de trabalho de médicos e colaboradores.

É muito importante que a decisão de participar de um processo de acreditação seja fundamentada na busca pela excelência e melhoria contínuas. Dessa forma, o caminho para a implantação bem-sucedida de um programa de certificação se dá por meio da estruturação de um sistema educativo permanente e abrangente, que contemple toda a equipe, corpo clínico e colaboradores, a partir de uma direção comprometida e que alcance todos os níveis da organização.

Não se trata de um processo fácil, pois implica em uma quebra de paradigmas e uma mudança de cultura, mas, à medida que as vitórias vão sendo alcançadas e os resultados traduzidos em ações mais ágeis e seguras, a equipe vai percebendo o ganho e se engajando a cada dia.

Outro fator importante para o sucesso, nessa empreitada, é a escolha da Instituição Acreditadora Credenciada (IAC). Existem seis IACs homologadas pela ONA para tal trabalho. Cabe ao gestor, então, considerar na análise o perfil de cada uma delas, a proposta de diagnóstico oferecida, a capacitação da equipe de avaliadores e o custo do processo.

As vantagens obtidas com a certificação são muitas. Destacamos, entre elas:

  • Segurança para os pacientes e profissionais;
  • Qualidade da assistência oferecida aos nossos pacientes;
  • Maior satisfação e motivação da equipe;
  • Aumento da confiança e segurança da gestão;
  • Gestão integrada e focada em processos e resultados;
  • Cultura da melhoria contínua implantada.

Todavia, o maior resultado é a caminhada em prol da excelência que, uma vez iniciada, não tem mais volta.

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