Especial Semana do Médico – Bussâmara Neme

Em 18 de outubro comemora-se o Dia do Médico. E para comemorar essa data especial, o Universo DOC, ao longo de toda a semana, presta uma homenagem a grandes nomes da Medicina brasileira, com matérias especiais publicadas originalmente na Revista DOC. Veja aqui uma entrevista exclusiva com Bussâmara Neme, que na época contou sua história de mais de 70 anos dedicados à Medicina

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Filho de Libanês e na época aos 97 anos, dos quais mais de 70 dedicados à Medicina, o ginecologista, obstetra e professor Bussâmara Neme contou em entrevista especial, como era, como é e como deve ser o futuro médico brasileiro. Na entrevista, o médico paulista que fez parte de boa parte da história da Medicina brasileira fala sobre sua vida profissional, desde a escolha pelo sacerdócio médico, influenciada pelo irmão mais velho, até as mudanças tecnológicas. Veja a entrevista exclusiva:

Como começou sua história na Medicina?

Me formei no ginásio (hoje, ensino médio) em São Paulo e fui fazer o vestibular no Rio de Janeiro. Procurei a faculdade que era nacional (hoje, Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ). Mas, meu pai, quando acabei o ginásio, disse que eu não podia estudar Medicina. Eram nove irmãos, todos estudando, e o meu pai estava sozinho. Ele precisava que eu ficasse com ele na loja comercial no interior de São Paulo. Fiquei dois anos, até que, de tanto insistir, minha mãe me apoiando, ele falou: “Vai estudar; se passar, passou. Se não passar, volta para a loja”. Fiz o vestibular tenso, preocupadíssimo. Fui na Nacional, conversei com o professor que tomava conta dessa parte do concurso e disse a ele a minha situação, que se não passasse, teria que voltar para a loja. Ele me falou assim: “Meu filho, você será reprovado, porque estou dando um curso pré-médico desde fevereiro, e nós estamos em agosto. Você não pode competir com esses meninos. Procura uma faculdade mais fácil”. Eu tinha 17 anos nessa época, mas que faculdade eu ia procurar? Mandaram eu ir a Niterói (RJ), que era mais fácil. E eu fui. É uma faculdade muito boa. Aproveitei bastante lá e no quinto ano eu tinha um currículo, porque queria transferência para São Paulo. Eu não tinha nota 9, era só 9,5 ou 10. Quando um professor me dava 9, eu pedia reexame da prova. Eu era atrevido e dizia: “Professor, a aula que o senhor deu desse assunto foi nota 9 ou nota 10?”. E ele dizia que foi nota 10. Então, eu respondia: “O que o senhor deu na aula que não está aqui? E tem coisa que o senhor não deu, porque eu recebo apostila de São Paulo. A minha prova está melhor que a sua aula. Eu não quero 9, eu quero 10”. Eles me davam 10. Quando surgiu uma vaga para a Universidade de São Paulo (USP) no 5º ano de Medicina, concorreram uns 20 candidatos, mas eu não tinha nota 9, era só nota alta. Entrei e acabei professor titular da USP. Agora sou emérito, porque a gente se aposenta com 70 anos. Mas até hoje sou professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e sou professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) em Sorocaba (SP). Dou aula às quintas-feiras lá. Primeiro, vou a Campinas, assisto a partos (principalmente os casos mais graves) para dar a minha opinião nas discussões. Depois, faço uma intervenção para ensiná-los a tirarem uma criança a ferro e vou para Sorocaba, onde dou aula, estudo o caso e volto às 17h.

Por que você quis tanto fazer Medicina?

O meu irmão mais velho, chamado Félix, que já faleceu, era um menino brilhante. Nunca tirou segundo lugar em nada, era só primeiro. Ele entrou na USP como primeiro lugar e estava estudando Medicina no terceiro ano. Ele era mais velho que eu quatro anos e eu queria ser como ele, um médico. Meu pai dificultava, porque ele achava que eu tinha que ficar ajudando na loja.

Então você já era bem determinado com 17 anos.

Eu queria ser médico, meu irmão me influenciou muito. E eu sentia como era importante ser estudante de Medicina. Ele era cirurgião vascular, foi professor titular da Escola Paulista de Medicina, responsável pelo setor vascular. Entrei na faculdade em Niterói, consegui um currículo grande e quando surgiu uma vaga na USP, meu “mano” me telefonou: “peça transferência, porque tem uma vaga!”. Quando eu pedi a transferência, o professor de Niterói me falou: “se você conseguir, vai; se não conseguir, não quero mais você aqui”. Eu era um aluno muito bom e eles acharam uma pena perder um aluno desses. Topei e entrei. Fiquei como acadêmico interno no setor de Obstetrícia, na maternidade da faculdade, e dali fui até sair como professor emérito.

Você sempre quis atuar nessa área?

Não foi bem assim. Eu não sabia que área eu queria, mas quando pedi a transferência do Rio para São Paulo, eu precisava de dinheiro. Meu pai me mandava 400 mil réis, o que equivale hoje a uns R$600. Fui ao professor de Obstetrícia porque ele era o único que tinha um hospital isolado e pedi para ser acadêmico interno. Eu ganharia residência, não pagaria nada e ainda receberia um “dinheirinho”. E ele me aceitou.

Quando nasceu a paixão pela Obstetrícia?

Quando entrei na Obstetrícia, eu não sabia o que sairia dali. Mas entrei porque eu tinha que ter casa, comida e ganhar dinheiro. O professor que dirigia o departamento, Raul Briquet, era um homem brilhante. Não existe no Brasil e nunca existiu um obstetra e professor como ele. Só um professor do Rio, que tinha muito nome também, mas o Briquet foi muito superior nas publicações dele. Apaixonei-me por ele, fiquei maluco e ele por mim. Ele gostou  e mim logo de cara, porque viu meu interesse. Ele era um homem engraçado. Vinha todo dia às 14 horas na maternidade, onde era o diretor, passar uma visita geral. Saía todo mundo atrás dele. Ele olhava e dizia: “Cadê o Dr. Neme?”. E respondiam: “Dr. Neme teve que sair”. Então, ele falava: “Então não tem visita. Quero visita com ele”. Porque eu era terrível, sabia tudo.

Você estudava muito fora da faculdade para saber tanto assim?

Não, na faculdade. Era o aprendizado das aulas e eu ajudava meu irmão na área cirúrgica, porque também ganhava um “dinheirinho” dele. Já era uma experiência extra. Ele era cirurgião vascular e depois fiquei lá na clínica obstétrica e nunca mais saí. Saí como professor emérito, em 1985.

Qual a diferença entre as residências da sua época e as de hoje em dia?

A diferença é que, na residência hoje, o indivíduo faz plantões e não mora na maternidade. Para ser parteiro, tem que morar na maternidade. Não é só acordar a qualquer hora. É porque você aprende com aquilo que você faz e aprende com o que os outros estão fazendo. Com os erros deles e com os acertos deles, você aprende. Morei em uma maternidade como médico interno noturno, entrando às 18 horas e saindo às 10 horas da manhã. Foram 18 horas de trabalho durante 11 anos. Namorei minha mulher durante seis anos. Ela vinha na maternidade todo sábado e jantávamos: ela, o padre Luís, que era o capelão, e eu. E ela ia embora. Nunca fui ao cinema com a minha mulher. Ela vinha me namorar na maternidade. Agora, estou com 97 anos e ela tem 93. A residência começou em 1940. Em 1941, eu me formei. Depois continuei em 1942 e 1943 como médico-residente. Comecei como estudante no sexto ano, depois segui como residente mais dois anos de formado e, então, fiz um concurso para uma maternidade, entrei e fiquei 11 anos lá.

Desses anos todos, ficou algum trauma?

Perdi uma doente. O nome dela era Reginacer. Ela nasceu na minha mão, fiz o parto da mãe dela. E quando ela foi dar à luz, fiz o parto dela. Ela devia ter uns 18 anos. Fiz um parto perfeito e, quando ela foi para o quarto, a mãe dela me chamou e disse: “Ela está meio fraquinha. Já que ela está no hospital, vamos aproveitar para fazer uma transfusão?”. No meu erro, eu aceitei. Fizeram a transfusão e em dez minutos de sangue correndo, ela entrou em choque e morreu. Examinamos o sangue, ele estava contaminado. Ela fez uma sepsemia por transfusão de sangue. Esse nome não sai da minha cabeça. Naquela época, eu devia ter uns 35 anos. Depois da morte dela, a mãe me chamava para todos os aniversários de morte dela, para ir à casa dela e a gente rezava junto. Durante uns cinco anos eu aceitei, depois parei. Já tinha sofrido bastante por ela. Era uma menina muito boa. Nasceu uma criança, mas eu não me lembro do nome. Era um menino. Nunca mais vi. Isso foi na maternidade Pró-Matre paulista. Sou diretor clínico de lá. Não atuo mais e desisti de fazer parto na clínica privada. Na clínica privada, é assim: se você marca o parto para mais ou menos dia 10, desde o dia 1º você não pode sair de São Paulo, porque a qualquer hora pode adiantar. Depois no dia 10, se não der à luz, aí você fica mais sete a oito dias esperando. Estou com 90 anos. Quero ir para o Guarujá, não quero mais isso. Na faculdade de Campinas e em Sorocaba, onde sou professor, quando chego lá e tem uma mulher dando à luz, sou chamado para fazer uma demonstração. Tiro uma criança a ferro e até a faxineira  em ver, porque hoje – juro por Deus que estou falando aquilo que sinto – não tem um parteiro que nem eu, pela minha idade e pela experiência que eu tive. Esse livrão aqui (apontando) é o meu tratado. Sairá agora a quarta edição.

Qual é a diferença entre esses tratados?

Existem temas que você não pode mexer, porque é aquilo mesmo, mas há temas que são ventilados por muita gente e surgem novidades para você enxertar. Se não fizer isso, o livro fica velho. Distribuo o livro para os residentes de Medicina de São Paulo e para os assistentes da faculdade de Campinas e da faculdade de Sorocaba, todos os capítulos meus, e ainda distribuo para todos os meus amigos que eu considero e que escrevem no livro. O livro é meu. São uns 170 capítulos, dos quais uns 50 devem ser meus, o resto é de gente minha.

Como foi abrir o seu primeiro consultório?

Eu me formei em 1941 e abri um consultório em 1947. Meu irmão já era médico e tinha um consultório montado. Eu trabalhava no consultório dele, de modo que eu não tinha despesa alguma. Não tinha muito cliente, mas também não tinha despesa. E nesse consultório estou até hoje.

É uma questão de família manter esse consultório?

É. Meu irmão já morreu faz muito tempo. É um consultório meu, muito grande e praticamente não atendo mais. O paciente liga para lá e a secretária diz: “Dr. Neme não está atendendo, mas, se quiser se consultar, pode se consultar com o Dr. Eduardo”, que é meu filho. Mas o que acontece? Vou te contar uma história: tem uma cliente que eu não gosto – porque às vezes a gente gosta da cliente, às vezes não. Essa eu não gosto. Peguei a observação dela e falei: “Minha senhora, sou seu médico há 50 anos, fiz os seis partos da senhora, todos perfeitos, está tudo em ordem. Mas estou convalescendo, queria parar de trabalhar e queria comunicar à senhora que essa será a nossa última consulta. Se a senhora quiser, continua aqui com meu filho”. Ela falou assim: “Sabe, Dr. Neme, o que eu penso do senhor? Eu penso é que o senhor está querendo mesmo é vagabundar”. Questionei: “Por que diz isso?”. E ela respondeu: “O senhor entrou nessa sala andando melhor que eu. O senhor está com uma cabeça mais viva que a minha. Que história é essa de parar de trabalhar? O senhor está querendo é ser vagabundo!”. E continuou: “Sou sua cliente há 50 anos porque confio no senhor. E eu venho aqui e o senhor tem que me atender”. Hoje em dia, a secretária atende essa cliente assim: “O Dr. Neme não está mais consultando”. E ela responde: “Eu sei, mas eu quero ele; não quero o filho dele”. E ela vem. Agora, isso faz muito bem ao meu coração, porque o obstetra é diferente do ginecologista. O ginecologista faz uma consulta e você vai embora. O obstetra não: você vê nove meses antes e nove meses depois. Então, ela vem ao seu consultório pelo menos o dobro: 18 vezes. E telefona para perguntar: “posso fazer isso?”; “posso fazer aquilo?”. Então, se estabelece uma comunhão de amizade muito grande.

Você não pensou em abrir mais consultórios?

Ultimamente, a secretária informa: “Dr. Neme não quer atender mais”. Algumas aceitam meu filho, mas a maioria não aceita. No meu consultório, trabalham uma neta minha, o meu filho e uma sobrinha. Ninguém lá paga nem o café que toma: eu pago tudo. Eu sou paternal. Estou bem de vida. Não tenho porque fazer essas pessoas pagarem: eles precisam e eu tenho. Então, eu dou. Essa é a minha situação. Não quero mais complicar, porque você vai envelhecendo e a Medicina evolui mais que a sua cabeça. Estou atualizando esse livro com 97 anos e a cabeça está muito boa. Mas não é mais a mesma cabeça. A Medicina desenvolveu mais rápido que o meu cérebro, e amanhã posso fazer uma consulta e cometer um erro. Destrói todo o meu passado. Por isso, não quero mais consultar. Antes que eles falem que estou velho, já parei. Agora, para escrever trabalho, sou ótimo. Sou livre docente da faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Dei cursos anos e anos por lá. Ia de São Paulo para lá e ficava uma semana dando aula. E eles gostavam muito das minhas aulas, mas agora não dá mais pra isso.

Existe muita diferença de trabalho no Rio de Janeiro e em São Paulo?

O Rio é o Rio. São Paulo é uma cidade de trabalho, hostilizante, perigosa; o Rio é gostoso, diferente. Agora faz tempo que não vou ao Rio. Sinto falta, porque gosto muito, mas não dá mais para trabalhar fora. Quero chegar aos 100 anos  preciso descansar para alcançar essa meta.

O que você diria para os médicos de agora?

Uma das coisas que nunca fiz foi aceitar plano de saúde. Morei 11 anos em uma maternidade, onde ganhava o suficiente e não gastava nada. Quando abri o consultório, por milagre, começou a encher. O médico mais importante que tinha em São Paulo era o professor José Medina e ele ia fazer um parto na Maternidade Matarazzo, onde eu morava. Eu entrava às 18 horas e saía às 6 horas, ganhando na época 600 mil réis. A minha vida foi de muita luta e me sinto agraciado por Deus. Um dia, eu estava indo para a minha fazenda em Bauru. Era uma tarde bonita e, de repente, escureceu. Pararam os dois motores do avião, me agarrei na poltrona e falei: “Me salve, por toda a confiança que tenho na minha sorte”. Sou um sortudo e isso é importante. É preciso sentir que temos sorte. Na vida da gente, existem dois momentos que são os mais importantes: o primeiro é quando nascemos. Você nasce feio, filho de gente ruim, boa, rica ou pobre, saudável. Deus te dá isso de presente e você não deve estragar. Eu nunca estraguei. Fui esportista em São Paulo e no Rio de Janeiro. Eu ia de barco até Icaraí, em Niterói, e nadava em mar aberto. Fiz isso durante cinco anos. Eu não tenho nada, nenhuma doença. Nunca tomei uma aspirina. E o segundo momento da vida é quando você casa. Se você casa bem, está tudo ótimo; se casa mal, está perdido para o resto da vida. Nasci bem e casei com uma mulher que é um doce de coco.

Como foi cuidar do seu próprio consultório?

Meu primeiro consultório foi o do meu irmão, mas eu tinha tantas pacientes e chegava a 15 partos por mês. Aí precisei montar o meu próprio espaço. Cobrava R$10 mil por cada parto. Com isso, você pode imaginar o que ganhei. Tudo que tenho não caiu do céu, mas, sim, a partir de muito trabalho. E quando os clientes reclamavam que estava muito caro o valor, eu perguntava: “Mas se você escolhe o melhor hotel de São Paulo, pagará por um valor de hotel vagabundo?”. Ele procurou o melhor médico de São Paulo, então terá que pagar pelo melhor médico.

Você acompanhou mais de cinco décadas da Medicina no Brasil e viu muitas mudanças. Como se adaptou a elas?

Viajei muito para aprender. Viajei para a Argentina por seis meses, para o Uruguai por quatro meses, fiquei um ano na Europa, fiz os melhores serviços de Obstetrícia nos Estados Unidos. Tudo porque quem quer ser professor deve fazer isso para ventilar a cabeça, vendo o que os outros estão fazendo. Quem não pode fazer isso ou não tem condições, tem que aprender aqui mesmo. Você tem acesso aos livros, revistas e ao trabalho. É preciso apenas trabalhar e se esforçar. Forme-se em Medicina, faça residência, dedique-se e aprenda.

Você trabalhou antes e depois da invenção da ultrassonografia e da descoberta dos antibióticos. Como essas mudanças influenciaram a sua prática?

A prática mudou completamente. Antes, a gente apalpava para saber. Até hoje, quando vou dar aula em Campinas, ensino para os meninos como “ver” a cabeça e o ombro do bebê com o toque das mãos. Isso porque eu aprendi assim e com o ultrassom não tem mistério. Isso mudou a Obstetrícia. Temos o 3D agora, mas para a Obstetrícia não precisa. O que precisamos é ver o bebê e o sexo e, com isso, já vemos se está tudo bem. O 3D é mais para a mãe do bebê do que para o médico. O que temos agora que pode ser um problema é a cesárea. Não há mais parteiros no Brasil. Quando faço parto na universidade e tiro à fórceps, até a faxineira vem ver, porque não se faz mais isso. Pega-se um parteiro de meia-pataca e o coloca para fazer um parto de uma menina de 18 anos recém-casada e ele estraga a menina, porque ele não sabe fazer uma episiotomia (incisão feita na região do períneo para aumentar o canal de parto). Então, é melhor que ele faça a cesárea.

A questão das sociedades de especialidades e as organizações de classe influenciou muito no dia a dia da Medicina?

Na minha época, a gente não tinha essa organização e íamos vivendo com bom senso. Vivíamos mais em função do bom senso e do respeito. E dava certo. Acho que falta um pouco disso hoje em dia.

Como deve ser o médico do futuro?

O médico do futuro tem que ter um pouco do que tínhamos antigamente: respeito pelo paciente, amigo da família. E que ele tenha em mente que deve sempre ajudar e não prejudicar. Ele não deve pensar um minuto no quanto ele ganhará para fazer uma coisa, mas, sim, em como ele fará aquilo bem, com foco no paciente. O dinheiro vem através disso. O médico fazia parte da família e, hoje em dia, ele é um prestador de serviço. O médico deve procurar em sua atividade cercar-se de cuidados para não prejudicar nunca um paciente e para, eminentemente, auxiliar no que for possível, independente da remuneração. É ele quem amenizará o quanto for possível o sofrimento desse paciente.

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