Como as sociedades médicas atuam na educação do paciente?

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Na atualidade, um atendimento de excelência não se baseia apenas em diagnosticar e tratar a condição de saúde de uma pessoa. A educação do paciente conquistou seu espaço na Medicina e esta se mostra uma tendência fundamental para complementar o trabalho dos profissionais de saúde. Nesse sentido, algumas sociedades médicas têm fortalecido suas mídias sociais ao criar espaços focados apenas no paciente. Essas instituições têm se engajado cada vez mais nesse formato de comunicação, seja com páginas nas mídias sociais, lives, podcasts ou programas de teleorientação voluntária, por exemplo.

Por isso, conversamos com representantes de três dessas sociedades, que trouxeram algumas informações sobre o posicionamento de cada entidade em relação à educação do paciente. Acompanhe a seguir.

Conselho Brasileiro de Oftalmologia

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) tem se engajado de forma crescente na educação de médicos e pacientes. De acordo com Cristiano Caixeta, vice-presidente do CBO, o conselho entende que a melhor maneira de educar é informar e, por isso, ele se preocupa tanto em transmitir ao paciente as informações de maneira correta e objetiva. “Uma pessoa que é consciente de suas atividades é muito mais responsável com o seu tratamento”, pontua o representante.

Além disso, o vice-presidente revela que a medicina preventiva é fundamental na solução de vários problemas e só é possível por meio da educação da população de forma plena e correta. “O conselho não minimizou esforços para usar todos os seus canais de comunicação: site, mídias sociais como Instagram e Facebook, com a realização de lives com a presença de pacientes e professores, nas quais o diálogo é simples e franco e o público leigo é capaz de interpretar e questionar por meio dos chats”, destaca.

Um grande exemplo de ação adotada pelo CBO com foco na educação do paciente é o programa de teleorientação “Brasil que Enxerga”.  O objetivo de sua criação foi orientar e instruir os pacientes que perderam contato com seus médicos durante a pandemia de Covid-19. “É fundamental que ações como essa tornem-se cada vez mais frequentes, e o conselho tem esse objetivo: tornar essa experiência duradoura com a criação de canais de comunicação para vários outros temas”, acrescenta o vice-presidente.

Sociedade Brasileira de Quadril

A Sociedade Brasileira de Quadril (SBQ) também tem promovido uma série de iniciativas para esclarecer dúvidas da população sobre diversos assuntos da especialidade. Entre eles estão doenças do quadril, prevenção, tratamentos não invasivos e cirúrgicos e duração de próteses, por exemplo. As ações de educação do paciente adotadas pela sociedade englobam: páginas em Instagram, Facebook e YouTube (com transmissões ao vivo de palestras direcionadas ao público e vídeos da série “Minuto do Quadril”); uma série de talk shows com milhares de visualizações; e outras medidas disponíveis no site.

De acordo com Giancarlo Polesello, presidente da SBQ, atualmente, divulgar conteúdos em uma linguagem específica para o paciente é essencial. “A proliferação de fake news, na internet e em grupos de WhatsApp, fez com que tivéssemos que agir rapidamente para elaborar conteúdos relevantes e confiáveis para o público. Estamos fazendo isso em vários formatos de textos e vídeos para atingir o maior número de pessoas”, revela.

Para Polesello, ações que promovam a educação do paciente geram uma série de benefícios. Isso porque o paciente bem informado entende melhor um tratamento, cuida mais da sua saúde e toma atitudes preventivas que melhoram a qualidade de vida. “Os médicos podem reproduzir em suas próprias mídias sociais os nossos conteúdos. É interessante que eles também recomendem aos seus pacientes buscar informações com credibilidade”, assegura o presidente da SBQ.

Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

A Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) também se destaca entre as sociedades que têm se posicionado ativamente no ato de educar os pacientes. Segundo Ricardo Pavanello, diretor de Comunicação da Socesp, a entidade possui uma grande tradição em promover ações voltadas ao público e, com a pandemia, intensificou ainda mais a sua comunicação pelas mídias sociais. “A Socesp possui páginas ativas no Facebook, Instagram, Twitter, Linkedin, Spotify e YouTube, além de um site inteiramente dedicado à população”, informa.

De acordo com Pavanello, o site conta com dicas sobre prevenção cardiovascular, qualidade de vida, informações sobre fatores de risco para o coração e outros materiais educativos. “O site, que foi reformulado recentemente, traz informações confiáveis validadas por cardiologistas, nutricionistas, educadores físicos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, dentistas, assistentes sociais e psicólogos da entidade”, complementa.

O diretor de comunicação da sociedade explica que, no Brasil, as doenças cardiovasculares matam mais que câncer, doenças respiratórias e mortes violentas. Segundo o representante, esse número de óbitos é muito maior do que o próprio coronavírus irá vitimar ao longo de 2020, o que mostra a importância de se focar em uma linguagem específica para o paciente. “Divulgar conteúdos confiáveis e de qualidade é dar informação para que a população possa cuidar mais da própria saúde”, pontua.

Conheça algumas das iniciativas:

CBO

SBQ

Socesp

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